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Gabriel Novis Neves
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Quinta, 12 de dezembro de 2013, 09h08

Nelson Mandela

Mais do que como o grande lutador e vencedor contra o apartheid sul-africano, Mandela, certamente, será lembrado como a maior figura humana do século XX e desse início de século XXI.

Não somente pelo grande estadista que foi, mas, principalmente, pelo homem íntegro e corajoso que demonstrou ser, tanto na sua vida afetiva quanto na política.

Soube se livrar, como ninguém, das vaidades que assolam o poder. Foi honesto em todos os momentos de sua vida, mostrando um espírito conciliador, sem cinismo nem oportunismo, muito raro entre os mortais.

Sua longevidade apenas comprovou que ser coerente consigo mesmo e com os outros, é o grande segredo da felicidade.

Ainda jovem conseguiu se desvencilhar de um casamento arranjado, como só acontece em tribos pequenas onde foi criado.

Mais tarde, em nova união, sofreu os dissabores de alguém que traiu os seus valores, usando das prerrogativas do poder para se vincular às práticas de corrupção.

Novamente teve coragem de se separar para manter intactos os seus ideais de honestidade.

Somente aos 80 anos encontrou a companheira ideal, com a qual conviveu até aos 95 anos, por ocasião de sua morte.

A vida afetiva de alguém diz muito de sua vida como cidadão. Pessoas inescrupulosas na vida privada, dificilmente conseguem integridade na sua vida pública.

Quando nos reportamos aos nossos políticos e seus escândalos amorosos, temos uma verdadeira dimensão do que esperar deles como figuras absolutamente despidas de caráter. Conseguem fazer da vida privada e da vida pública um verdadeiro palco de falcatruas e mentiras.

Alijado de preconceitos, Mandela gostava de dizer que não queria ser o primeiro presidente negro da África do Sul, mas sim, o primeiro presidente de brancos e negros do seu país.

Seus anos de prisão, em função da luta política, apesar de muitos, não conseguiram tirar dele a compaixão e a ternura.

No momento em que, não só a maior parte da classe política brasileira, mas também a internacional, nos desperta tanto asco, figuras da relevância de um Mandela conseguem nos emocionar, pois ele encarna o verdadeiro líder almejado por todos.

Foi-se o homem, mas fica na história um dos maiores estadistas de todos os tempos.

Parabéns à África do Sul, que durante alguns anos conseguiu experimentar a glória de uma verdadeira liderança!  

Gabriel Novis Neves é mèdico em Cuiabá e ex-reitor da UFMT
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