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Gabriel Novis Neves
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Quarta, 19 de março de 2014, 09h23

Equilíbrio

Se confirmado o que publicaram os jornais sobre o encontro do governador do Estado com a Presidente, candidata a qualquer custo da continuidade no poder, ele ficará gerenciando Mato Grosso até findar o seu mandato.

Seu ato político é uma demonstração de equilíbrio, ainda mais agora que emplacou no importante Ministério da Agricultura um neocompanheiro do seu esfacelado partido (PMDB) e um dos seus amigos do nortão.

Se deixar em abril o governo para se candidatar a um cargo majoritário, como manda a vaidade política, sofrerá, segundo pesquisas, uma das maiores derrotas da nossa história.

Sem a caneta do poder, e com o desgaste produzido pelas obras da Copa, que segundo o CREA ficaram pelo dobro do seu valor por falta de planejamento e, das prometidas, nem o campo de futebol ficou pronto. Talvez somente isso baste para derrotá-lo. Seus companheiros de governo tudo farão com as informações privilegiadas que possuem para destruírem em meses os quase seis anos de mandato.

Serão tantas cobranças e acusações que não há marqueteiro com todo horário de televisão gratuito do TRE que consiga neutralizar o volume de intrigas apimentadas por seus adversários políticos.

Meia dúzia de obras inacabadas que serão inauguradas, não terá nem o nome do ex-governador, e político não suporta viver sem nome em placas.

Aparecerá apenas a parte podre, que é característica de todo governo.

O atual governador herdou um enorme abacaxi do seu antecessor, até hoje não esclarecido e que, explorado à exaustão por um adversário político, o elegeu ao Senado da República com a história dos tratores.

Outros prometem aflorar, justamente nesse período, a Operação Ararath III.

Ameaças sobre essas irregularidades são feitas pela imprensa e o acusador recebe afagos.

Seguindo o exemplo do seu antecessor, que não aceita nem ser Imperador do Brasil e pratica revezamento com o seu suplente no melhor Clube de Brasília, que é o Senado Federal, passa metade do seu mandato no Clube, e outra metade cuidando dos seus negócios privados.

Nada, nadinha de aceitar administrar um Ministério ou voltar a ser candidato a disputar o governo de Mato Grosso.

Até “Deus” já lhe fez esse pedido em recente viagem a Cuba e não foi aceito. Sabe o que lhe espera...

O governador atual, e o anterior, estão corretíssimos em fazer prevenção.

Repouso e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Ficar exposto na mídia nacional, sim.

Prometem “ajudar dos bastidores”. Dar a cara para bater, jamais.

Os dois políticos estão consolidados financeiramente para uma longa vida sem dificuldades.

Chegou o momento de demonstrarem que são influentes no governo federal e muito importantes para o futuro do Brasil.

Agora, é cuidar dos seus inúmeros empreendimentos conseguido com muito sacrifício e dedicação.

Política é para os preocupados com o futuro (próprio).

Parabéns governador, pela sua sábia decisão, demonstrando maturidade política e muito equilíbrio emocional.

As coisas não acontecem por acaso e, “boa romaria faz quem em casa fica em paz”.

Sabemos que tudo continuará como “dantes no quartel do Abrantes” (igualzinho ao passado). 

Gabriel Novis Neves é mèdico em Cuiabá e ex-reitor da UFMT
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