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Gabriel Novis Neves
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Quinta, 15 de maio de 2014, 10h23

Viciado em notícias

É uma nova doença que surgiu neste século, atingindo todos os habitantes do planeta Terra.

O agente causador deste terrível mal é, exclusivamente, do tempo em que vivemos.

É um vício quase que tão nefasto quanto as drogas químicas, causadoras de dependência e destruidoras do cérebro.

Mal sabemos que o excesso de notícias que nos são impostos pelos veículos de comunicação e, a internet através das redes sociais traduz falta de notícias.

Os viciados em notícias ao contrário dos leitores de boas obras literárias, não desejam saber de coisas simples e, sim, sempre de mais notícias independentemente da sua qualidade.

Os editores de jornalismo brigam o tempo todo pela conquista da audiência.

Não acreditam que um leitor de notícias teria paciência para se concentrar por mais de dois minutos em um assunto qualquer.
Em televisão usam a estratégia de notícias de barra, enquanto entrevistam ou apresentam o formal noticiário da grade de horário.

Notícias de barra são fragmentos de notícias, que servem para nutrir os viciados em notícias.
No mundo atual, as notícias tomaram o lugar das religiões o que é lamentável, pois, elas ensinam e transmitem muita sabedoria em seus dogmas.

Nelas encontramos as verdades eternas, como o Natal, Quaresma e Páscoa.
A exclusão da religião pelo mundo atual deixou uma lacuna que foi ocupada pelas notícias.
Os adolescentes estão focados em novas mídias, não leem jornais, revistas e muito menos livros. Contentam-se com os pedaços de notícias.

Viciado em informações do momento, adora ler sobre desastres e tragédias.
Na Grécia antiga, as pessoas adoravam ouvir tragédias, para se tornarem mais civilizados. Sabendo evitá-las poderiam questionar os verdadeiros encantos da vida que são sempre simples.

As notícias não são ruins e sim, mal preparadas para serem vinculadas.
O papel do jornalista não é apenas relatar um fato. Ele precisa criar fatos. Isso as faculdades de jornalismo não ensinam.
Não é por acaso que um dos maiores jornalistas brasileiros (Nelson Rodrigues) era dramaturgo.

Veio do futebol onde era obrigado a criar fatos. Isso ele fazia com perfeição.
Os frequentadores de noticiários geram inveja. Traduzem sucesso e isso é imperdoável.

Criaram-se as celebridades onde fama e glamour são necessários.
O antídoto para o viciado em notícias seria a sua desconecção desse mal, com vinte minutos diários de leitura de um bom livro. 

Gabriel Novis Neves é mèdico em Cuiabá e ex-reitor da UFMT
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