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Gabriel Novis Neves
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Quinta, 22 de maio de 2014, 08h20

Alienação parental

É um fato real hoje bastante divulgado pela mídia, sobre crianças que são separadas dos seus pais com o final do casamento.
“Os filhos não querem separar de ninguém, são puxados de um lado para outro, sem casa fixa, um centro de referência”. Eles apenas se transformam em joguetes das vaidades que permeiam as relações de seus pais.

O resultado são crianças problema, lotando os consultórios médicos.
Produtos humanos de uma separação despreparada lesionando inocentes, cujos reflexos são percebidos na escola como crianças confusas, com déficit de atenção, agitadas, péssimo rendimento escolar.

Neste período de desencanto do baixinho é comum a “doutrinação” pelo possuidor da guarda, visando angariar a sua simpatia, usar de mecanismos que destruam a imagem do outro.
Isso é o que pode acontecer de mais desastroso, uma vez que a criança ainda não tem méritos de juízo, ela apenas quer a proteção que emana dos pais juntos.

É frequente acontecer o “sequestro” do infante por um dos pais. Ai começa todo um trabalho de chantagem para a criança aceitar seu novo lar.

Depois de algum tempo é possível conseguir o objetivo, que é transformar a inocente vítima em um “aprisionado pela lealdade”.

A presença mais intensa junto ao menor é fator decisivo, mesmo em casais que vivem desencontrados, porém, debaixo de um mesmo teto.

Essa batalha além, de lesionar quem é inocente de um desencontro conjugal coisa perfeitamente compreensível, é causadora de problemas psicológicos que acompanharão a
criança para o resto da sua vida. Grande é a possibilidade que ela se torne em alguns casos - um ser humano pernicioso aos seus descendentes e, entrave familiar.

Essas situações costumam ter o seu final, nas barras dos tribunais de justiça.
A parte jurídica do problema poderá ser resolvida, o mesmo não acontecendo com o emocional.
A preocupação dos estudiosos no assunto é com educação dos adultos para a vida conjugal.

Há necessidade de um mínimo de conhecimento entre os jovens que desejarem se reproduzir, no cuidado com a educação dos filhos.
Pais discutindo e se agredindo com gestos e palavras diante dos seus filhos é o agente desta patologia chamada de alienação parental.
Hoje temos gerações de “aprisionados pela lealdade”.
A justiça de uma nação inicia-se pelo cuidado com as suas crianças.
A prevenção é simples: mais educação para nossa gente. 

Gabriel Novis Neves é mèdico em Cuiabá e ex-reitor da UFMT
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