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Sexta, 17 de fevereiro de 2012, 08h35

Dança das cadeiras

O carnaval está chegando. O desfile das escolas de samba na Avenida Marquês de Sapucaí e dos trios elétricos de Salvador, serão suplantados em criatividade por uma novidade.

Segundo especialistas em folias de Momo, o troféu criatividade pertencerá aos sambistas de Brasília, com a sua incrível Dança das Cadeiras.

É irresistível o ritmo alucinador e animado que embala essa dança, embora a letra da marchinha seja muito repetitiva.

O enredo conta a história de como apear do poder com dignidade, sempre com uma carta modelo de pedido de demissão.

A rainha da bateria lamenta a decisão do sambista desertor e diz que a escola perdeu muito com a saída do componente - todos, por coincidência, da ala dos compositores.

Esses gênios deixam um acervo riquíssimo de composições e os mais diferentes modelos de como desfilar com apetrechos do povo.

Jamais serão esquecidos pelos estudiosos que habitam as modernas casas de aprendizado de segurança máxima.

Como expectadores do desfile da Dança das Cadeiras, tivemos oportunidades de assistir o troca-troca de dançarinos, como a saída do Palocci e a entrada de Gleisi.

Ideli e Luiz Sérgio trocam de cadeiras, sendo que o dançarino ocupa a cadeira da dançarina e, esta, o do dançarino. É uma das modalidades da Dança das Cadeiras. Os integrantes da escola continuam desfilando, apenas em posições trocadas. Ficou mais harmonioso o conjunto, pois todo político é peixe de alguém e possui o seu.

Paulo Passos tira o lugar do Alfredo Nascimento, e toda a sua ala de índios. Nessa dança saiu gente daqui.

Nelson Jobim não dançava e falava mal dos seus colegas. Saiu por falta de disciplina, substituído pelo conhecidíssimo passista Celso Amorim, que durante oito anos desfilou no bloco Gaviões do Planalto.

Wagner Rossi, bom carnavalesco, por pressão da torcida, deixa a Dança das Cadeiras para Mendes Ribeiro Filho.

O veterano Gastão Vieira substitui, por cansaço, o velhinho dançarino e boêmio Pedro Novais, que aprontou muito nas festas que promovia.

Orlando Silva, embora jovem, não suportou o ritmo da Dança das Cadeiras e deixou o seu lugar para o premiadíssimo Aldo Rebelo.

Carlos Lupi, mesmo morrendo de amores pela presidente da escola da Dança das Cadeiras, deixou, com pesar, o seu lugar para Paulo Roberto dos Santos Pinho.

Fernando Haddad vai desfilar em São Paulo e provocou uma dupla mudança nos dançarinos. Em seu lugar ficou o Aloísio Mercadante e, no lugar deste, Marco Antonio Raupp.

Mario Negromonte vai ser homenageado no carnaval cuiabano, no luxuoso carro alegórico VLT. Para ocupar o seu lugar na Dança das Cadeiras foi chamado o Aguinaldo Ribeiro.

Tudo indica que, com a injeção de sangue novo, misturado com algumas trocas de posição na escola, a Dança das Cadeiras tem tudo e, principalmente, a simpatia popular, para acabar com a hegemonia do carnaval do Rio e Salvador.

Este ano Brasília conseguiu inovar, e as atenções do mundo estão voltadas para a cidade dos sonhos de Dom Bosco.

Ficarei em Cuiabá, assistindo pela televisão o desfile da escola das Danças das Cadeiras. 

Gabriel Novis Neves é mèdico em Cuiabá e ex-reitor da UFMT
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