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Gabriel Novis Neves
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Domingo, 28 de julho de 2013, 18h29

Sinal dos tempos

Como ocorre todos os anos, a França viveu nesse último dia 14 de julho a mais uma bela comemoração pela Queda da Bastilha – um dos símbolos da Revolução Francesa.

Festividade sempre muito celebrada com fogos de artifício, iluminações especiais em monumentos históricos e, principalmente, muita gente eufórica nas ruas.

A cidade de Paris, já escandalosamente bela, engalana-se com o que há de melhor, sempre inflada pelo ufanismo de seus habitantes.

Esse ano, parisienses conservadores se irritaram com a iluminação da Torre Eiffel, que recebeu as cores do arco-íris. Imediatamente consideraram uma provocação do atual prefeito da cidade, assumidamente homossexual, que vem sendo eleito há três mandatos seguidos, provavelmente por puro merecimento.

Perguntado sobre o fato, de pronto reportou-se a uma homenagem à África do Sul, conhecida como “Nação Arco- Iris” devido à diversidade de raças, e a nação apenas para negros, na visão de muitos. Nesse momento, seu líder Nelson Mandela vive momentos difíceis de doença.

Não é de se estranhar que isso tenha acontecido, uma vez que uma grande massa de franceses conservadores foi recentemente para as ruas em manifestações contra os direitos dos homossexuais.

O fato é que a intolerância com o diferente continua no rol dos preconceitos que tanto envergonham a humanidade.

Incrível imaginar que, em pleno século XXI, países do primeiro mundo - altamente industrializados e politizados -, ainda convivam com uma grande parcela de seus habitantes presa a preconceitos mesquinhos de toda ordem.

Note-se que, justo hoje na Itália, uma senhora membro do parlamento italiano, de alto nível, supostamente, foi comparada por um dos colegas a um orangotango pelo simples fato de ser negra.

Estarrecedor o comportamento preconceituoso da humanidade, independentemente do seu nível cultural ou sócioeconômico.

E nem falamos nos preconceitos religiosos, tão difíceis de serem destruídos e causadores de tantas guerras através dos tempos.

Aliás, o grande Albert Einstein já dizia “que é mais fácil destruir um átomo de plutônio do que acabar com a burrice humana”. 

Gabriel Novis Neves é mèdico em Cuiabá e ex-reitor da UFMT
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