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Gabriel Novis Neves
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Terça, 27 de agosto de 2013, 09h23

Costumes

Acompanhei a evolução e o desfecho de duas situações em que a preferência sexual foi alvo de atenção. Os dois casos, um masculino e outro feminino, tiveram finais distintos.

A discriminação, para o caso masculino, foi de uma reprovação surpreendentemente agressiva.

O impasse, intolerável, permaneceu por mais de quatro anos, após o que, os ditos moralistas intelectualizados encontraram um jeitinho humilhante de resolver a situação.

Essa lamentável ocorrência não aconteceu na seita do pastor deputado federal - comandante supremo dos bons costumes e guerreiro implacável contra a união de pessoas do mesmo sexo.

O desfecho, para o caso masculino, foi uma indignidade praticada a uma pessoa do bem.

Entretanto, os mesmos integrantes do colegiado da hipocrisia de alto nível educacional, cultural e social, não viram nada que pudesse ser recriminado no outro caso de opção sexual, onde os figurantes eram do sexo feminino.

A arte de julgar continua a ser um exercício de saúde mental.

A melhor vacina contra a prática desse mal, que é praticar o preconceito contra seres humanos pelos motivos os mais variáveis, sejam de raça, cor da pele, religião, econômico, religioso, sexual e outros, é o treinamento da autocrítica.

Quando o Papa Francisco afirma que não condena a união entre pessoas do mesmo sexo, e sim, o desamor, o ódio, o mau caráter, o egoísmo, o consumismo desenfreado, a impunidade contra atos contra a humanidade, a corrupção e as guerras sempre com fins comerciais, fica difícil entender certas posições irracionais.

É a velha utilização de dois pesos e duas medidas para o mesmo problema, se é que isso possa ser considerado um problema.

Para amar o próximo precisamos de muita renúncia e compreensão, independente do sexo das pessoas.

Escravidão não é apenas possuir o escravo para realizar os serviços braçais do seu proprietário, mas também, impingir a qualquer pessoa toda forma de submissão que fere os direitos da pessoa.

Condenar instintos e emoções é uma forma de barbaridade medieval.

Vamos rever os nossos conceitos e pavimentar a estrada rumo à felicidade?

Difícil, pois o problema é cultural e data dos primórdios da nossa civilização, onde as relações homoafetivas femininas sempre foram aceitas.

Como diz Einstein: “é mais fácil quebrar um átomo, que um preconceito”.

Fim de papo. 

Gabriel Novis Neves é mèdico em Cuiabá e ex-reitor da UFMT
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