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Luiz Gonzaga Bertelli
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Quarta, 01 de junho de 2011, 12h57

Pequena empresa, grande carreira

Há algumas décadas, nos tempos da recessão econômica, a conquista de um emprego em uma empresa multinacional era sinônimo de uma longa e bem sucedida carreira profissional. Os pais respiravam aliviados ao ver o filho começando como office boy em uma companhia com nome estrangeiro porque sabiam que em alguns anos ele estaria em um cargo de gestão. Dessa época vem o estigma de que os pequenos e médios negócios não ofereciam estabilidade suficiente e nem tinham política de recursos humanos estruturada para tal.

 

A bem da verdade, até alguns anos atrás essa ideia se justificava, pois o índice de mortalidade dessas empresas era enorme, justificando. Mas agora o jogo está virando. O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP) tem constatado maior sobrevida desses novos negócios nos últimos 12 anos, em especial de 2005 para 2010, no estado paulista. No ano passado, o percentual de empresas que fecharam suas portas no primeiro ano de atividade caiu de 35% para 27%. A queda foi mais acentuada na faixa de cinco primeiros anos, analisada desde 2000: 58% contra 71%.

 

O índice continua alto, mas a tendência é extremamente animadora. Aliás, a essa mesma conclusão é possível chegar partindo de outro estudo do Sebrae nacional em conjunto com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ): nos próximos cinco anos mais de 27 milhões de empregos serão criados pela abertura de 4,6 milhões de novas micro e pequenas empresas. Portanto, descartar preconceito para com o porte da contratante na avaliação de perspectiva de carreira e formação profissional cada vez se revela mais equivocado.

 

O alerta é válido para os jovens que estão começando carreira e torcem o nariz para oportunidades de estágio em empreendimentos de menor porte. Se, de uma parte a bolsa-auxílio nem sempre se equipara às concedidas por organizações maiores, de outra a experiência pode ser bem interessante. Isso porque, nas menores, o estagiário pode participar de um número maior de processos produtivos. E não pensem que os pequenos e micro empreendedores também ficarão sem o devido lembrete: nenhuma empresa, hoje, pode abrir mão de um bom programa de recrutamento e capacitação de novos talentos, dos quais o estágio é considerado o mais eficiente e com melhor relação custo/benefício. Ressalta-se que as empresas contam com incentivos fiscais, como a isenção de encargos trabalhistas, para receber e treinar os estudantes. Por outro lado, oferecer tais oportunidades aos jovens significa formar gerações de profissionais comprometidos com a empresa e, de quebra, trazer um olhar de um colaborador que vem de fora e pode sugerir novas formas de inovar o negócio, influenciando até mesmo, quem sabe?, os resultados.

Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), e diretor da Fiesp
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