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Luiz Gonzaga Bertelli
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Segunda, 29 de abril de 2013, 16h05

Boas vindas aos calouros

Pela primeira vez na história, os calouros de engenharia superam os de direito, transformando-se na segunda carreira com mais matrículas nos cursos de graduação do Brasil, ficando apenas atrás da disciplina de administração de empresas. Isso representa muito para um país que conta com um grande déficit de profissionais no setor de construção civil e tecnologia. Segundo os dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), em 2006 ingressaram 95 mil estudantes de engenharia em cursos superiores. Cinco anos depois, o número subiu para 227 mil, com aumento verificado tanto nas escolas privadas quanto públicas.

A engenharia costuma ser considerada a carreira do desenvolvimento. O crescimento econômico traz necessidades urgentes de investimentos em infraestrutura, o que alavanca sobremaneira setores da construção civil. E para uma nação que quer permanecer entre as maiores potencias econômicas do planeta, essa é uma carreira estratégica.

Ainda estamos longe, porém, de atingir o número ideal de profissionais. Em 2011, formaram-se no Brasil 45 mil engenheiros para uma necessidade de, pelo menos, 70 mil profissionais, segundo estimativas de entidades de classe. Na Coréia do Sul, por exemplo, formam-se atualmente 80 mil engenheiros. Na China, são 300 mil.

Apesar do crescimento positivo na procura pela carreira, especialistas advertem para o perigo de aumentar a evasão, já que um contingente grande de estudantes pode estar indo apenas atrás das promessas fáceis de pleno emprego e altas remunerações e não por vocação, o que pode se tornar um ciclo perigoso. Um bom engenheiro deve ter bom domínio de disciplinas como matemática e física, capacidade de decisão e planejamento, e gostar, sobretudo, de cálculos e pensamento lógico. Enquanto isso, as faculdades terão de se adaptar, com uma grade curricular que reforce os conteúdos básicos, já que são poucas as escolas de nível médio que trazem resultados satisfatórios em uma disciplina tão importante como a matemática.

Fazendo a lição de casa direitinho, investindo em educação, desde o ensino básico até a graduação, o Brasil tem todo o potencial para se desenvolver e ser uma nação competitiva no mercado mundial. Os futuros engenheiros terão, portanto, um papel importante para colocar o país nos trilhos do crescimento.

 

Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), e diretor da Fiesp
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