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Fernando Assunção
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Quinta, 14 de junho de 2012, 13h54

Vale a pena?

Dia desses, um colega do trabalho olhou pra mim e “sacou” uma pergunta intrigante sobre, o “estar político”, “ser político”, “fazer política,” “viver na política”, e o “valer a pena a política”.

Essa pessoa, culta, articulada, idealista e visionária questionou com razão, num ano que se acentua a discussão na cidade em relação a propostas, candidatos, posições, e se principalmente, se tudo isso vale a pena.

Este profissional, filho de Sinop, foi além, e me chocou, me emparedou, disparando o seguinte questionamento: “Fernando a quanto tempo você não assisti a novela? A quanto tempo não senta no sofá com sua família e acompanha o Jornal Nacional? A quanto tempo não vai pra casa num final de dia normal para ficar com sua família e não estar chegando só para trocar de camisa e já saindo para mais uma nova reunião num bairro da cidade?”.

Normalmente, eu teria uma resposta rápida, provavelmente não eficiente, mas rápida, mas neste dia eu fiquei estático, mexido e não consegui responder, eu tinha a resposta, mas não queria acreditar na severidade dela. E ele emendou: “Vale a pena estar neste mundo da política, vendo o tempo passar, deixando as coisas particulares de lado, vivenciando num ambiente algumas vezes hostil, espinhoso, alguns momentos falsos?”. Mas no coração, tudo remete a missão de cada um com sua cidade, família, população, sua história.

A pergunta ecoa em vários momentos da semana e tem várias respostas. Ser um agente político passageiro é cumprir uma missão, alguns vão afirmar que é para beneficio próprio, que é para autopromoção, para ter “status”, outros vão dizer, que é preciso ter gente que siga ocupando os espaços na política, que seja o político. Não haverá consenso, como na maioria das questões humanas, porém, alguém terá de ser o agente político, cada qual a sua maneira, estilo e idealismo.

A pergunta do: se vale a pena trocar momentos simples de convivência, carreira profissional, lazer, estudo, não tem apenas uma resposta derradeira e sim um novo desafio: é uma missão, temos que cumprir sob fogo cerrado, críticas injustas, justas e todos os temperos que fazem parte deste campo de desafios que é a política.

Aqui quase no final, replico a indagação dele: “vale a pena fazer o que você faz na sua vida? É isso que você quer, é isso que você pode para sua cidade? Você pode fazer mais, nos podemos fazer mais?

Espero que lá na frente eu possa olhar para trás e dizer que valeu a pena ter aceitado o desafio da política ética, responsável, propositiva e que a história julgue a missão de cada um, consagrando se valeu a pena ou não, finalmente nos dando as respostas.

Que Deus proteja a todos nós, especialmente minha família e amigos. 

Fernando Assunção é Vereador do PSDB em Sinop
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