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Quinta, 12 de julho de 2012, 15h02

Mulher samaritana

Ouvi durante mais de uma hora o depoimento espontâneo de uma mulher que se apresentou como ex-samaritana.

Não temos uma amizade estreita, passamos tempos sem nos encontrar, entretanto, fui escolhido para ouvir uma linda história de fé e recuperação da sua autoestima.

Ela começou me dizendo que, após longos anos de sofrimentos e de não aceitação pela sua família, era agora uma pessoa igual às outras.

Com detalhes, acrescentou que estudou muito para se aceitar e saber que estava sendo maltratada pela enorme descriminação que, até hoje, envolve as mulheres samaritanas.

Contou-me uma passagem bíblica: uma mulher colhia água na beira de um poço quando um homem lhe pediu água. Estava com sede. Ela lhe disse que não poderia servi-lo, pois era uma samaritana.

Ele ofereceu-lhe então uma caneca de água dizendo que quem bebesse dela, jamais sentiria sede. A pobre mulher não aceitou.

O homem pediu que ela chamasse o seu marido. Ela disse que não tinha. O desconhecido então disse a ela:

- Você já teve cinco maridos, mas nenhum lhe pertencia. Continua só, e esse homem que lhe faz companhia também não é seu.

A mulher saiu gritando pela cidade que tinha encontrado o Messias, aquele que sabia das nossas vidas.

Depois descobriram que o homem que sabia tudo da vida das pessoas era o filho de Deus.

O fato do filho de Deus ter-lhe pedido e oferecido água, significava que os sofrimentos pelos quais passava eram por ser samaritana, maldade dos homens da terra.

Deus sempre perdoou e compreendeu o que os homens da Terra chamam de pecadores, assim diz a Bíblia Sagrada.

Confesso que fiquei extasiado com essa confissão, pelo alívio que essa mulher demonstrou ao terminar o seu relato.

A sua felicidade era contagiante.

Eu fiquei feliz por ter sido escolhido para ser o receptor daquele sentimento de culpa, que precisava ser projetado em alguém para o seu alívio espiritual.

Terminado o encontro, fui ao Google saber o que significava ser mulher samaritana. 

Gabriel Novis Neves é mèdico em Cuiabá e ex-reitor da UFMT
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