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Alessandro Vianna
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Terça, 30 de novembro de 2010, 17h04

As Tradicionais Tristezas das Festas

Em meio às tantas alegrias que vemos nas Festas, sabemos que muitas pessoas acabam enfrentando alguns momentos de depressão assim que percebem os primeiros enfeites natalinos nas ruas; que lhes lembram que o Natal e o reveillon vêm chegando.

Algumas relembram entes queridos que estiveram com elas no ano passado e não estão mais aqui, outras pensam em gente presente em natais mais distantes e que também se foram.

Há ainda aquelas que rememoram alegres Natais passados que hoje não têm mais ou, ao contrário, Natais tristes que gostariam de esquecer.

Sentem-se tristes também, os que não conseguiram o que prometeram a si próprios para 2.010, os que sofreram muito neste ano, os que perderam amigos e amores, os que estão longe de casa para estudar ou trabalhar.

Todos esses e outros casos, são muito comuns na nossa sociedade e acontecem em todos os anos com muita gente.

A tristeza, sem exageros, é normal

Lembro a todos que, estar um pouco triste de vez em quando, é normal, faz parte da natureza humana.Ainda mais em datas marcantes, que nos mostram que mais um ano já passou e nos cobram atitudes e reações para as quais nem sempre estamos preparados. Mas não devemos deixar essas tristezas anularem o que as Festas têm de bom, como a

confraternização, os reencontros, as vitórias conquistadas e, afinal, mais um ano de vida.

Convenhamos: a saudade sempre nos remete a algo bom que vivemos em algum momento, pelo que devemos estar gratos com a vida.Só sentimos falta de quem amamos, de quem nos deu carinho.Não é todo mundo que tem isso para recordar.

Portanto, festeje o que você já teve, já saboreou. E valorize também o que tem hoje, que é muito precioso e pode não ser eterno.

Quanto às promessas não cumpridas, perdõe-se e procure retomar o que for viável.Os acertos da vida são feitos de tentavas; não de arrependimentos.

Compaixão pelo Próximo

Outras pessoas sentem-se tristes por pena dos outros.Pensam naqueles que nada têm, que sofrem, que não terão uma ceia e que não receberão abraços.

É, sem dúvida, um sentimento nobre, de solidariedade e compaixão. Mas, sendo realista, sabemos que o mundo é assim desde muito antes de nascermos e que não temos nas mãos o poder de mudar tudo e já.

O melhor remédio para essa depressão é preparar-se, já no início de 2.011, para ajudar alguém, dentro de suas possibilidades; sabendo que se, todos fizerem o que estiver ao seu alcance, daqui a um ano veremos melhores Festas do que agora.

Há muitos meios, alguns até surpreendentes.Conheci, por exemplo, um mendigo que ajudava muito uma septuagenária solitária, indo jantar diariamente na casa dela e lhe fazendo companhia.

Aos mais ansiosos, digo que não precisam esperar meses ou anos para começarem a mudar a lamentável realidade que lhes entristece nas Festas.Podem começar já.Há muito a fazer agora.

Que tal sorrir para a próxima pessoa triste que você encontrar?

Dr Alessandro Vianna - Psicoterapeuta www.alessandrovianna.com.br
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