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Economia
Sábado, 16 de março de 2019, 10h33

Consórcio brasileiro arremata quatro aeroportos de MT durante leilão em SP


O Consórcio Aeroeste, formado por empresas brasileiras, arrematou com proposta de R$ 40 milhões os quatro aeroportos mato-grossense que compõem o chamado “bloco Centro-Oeste”. O ágio frente à oferta inicial foi de 4.739,88%, o maior registrado no leilão de aeroportos ocorrido na manhã desta sexta-feira (15) na B3, antiga Bolsa de Valores de São Paulo. Após a abertura das propostas na bolsa, os lances foram feitos em viva voz.

O consórcio que passará a administrar os Aeroporto Internacional Marechal Rondon, região metropolitana de Cuiabá, e os regionais de Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta, é composto pelas investidoras brasileiras Socicam e Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico Ltda (Sinart), que têm know how em administração em terminais rodoviários e aeroportuários em várias partes do país. As empresas vão gerir os aeroportos por 30 anos. O investimento previsto ao longo das três décadas é de R$ 770 milhões, sendo R$ 386,7 milhões até o quinto ano.

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No total, o bloco Centro-Oeste recebeu duas propostas. A realizada pelo consórcio vencedor, que começou com um lance de R$ 20,3 milhões, chegando, durante o leilão viva voz, ao valor de arremate de R$ 40 milhões. E a segunda, do Consórcio Construcap-Agunsa, que teve montante inicial de R$ 9 milhões, encerrando o certame com R$ 31,5 milhões, ágio de 3.711,01%.

A outorga inicial estipulada pelo governo federal para o Bloco Centro-Oeste foi de R$ 800 mil, ou seja, as empresas interessadas não poderiam dar lances abaixo desse valor.

 

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O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, considerou o resultado do leilão bastante positivo para Mato Grosso. “Agora os principais aeroportos estão privatizados. Nossa torcida é que o consórcio vencedor cumpra com o cronograma físico-financeiro proposto”, ponderou ele.

 

A superintendente aeroportuária da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística, Maksaíla Moura Campos, que acompanhou a disputa na B3, em SP, comemorou o fato do leilão do bloco Centro-Oeste ter sido bastante disputado. “O resultado foi considerado um sucesso pela Secretaria de Aviação Civil (SAC)”, afirmou ela.

Expectativa superada

O leilão ocorrido nesta sexta-feira entregou em concessão 12 aeroportos brasileiros divididos em três blocos: Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. Apenas o bloco Centro-Oeste englobava aeroportos de um só Estado, no caso Mato Grosso.

Ao final do certame, a outorga inicial estipulada pelo Governo Federal de R$ 2,1 bilhões foi superada, atingindo ao final R$ 2,377 bilhões, nos lances dados aos três blocos. Esse foi o primeiro certame realizado no modelo de blocos. Até então, os terminais vinham sendo leiloados individualmente.

Segundo o governo federal, a organização dos terminais em três blocos está relacionada a uma maior vocação de uso dos aeroportos: os do Nordeste para o turismo, os do Centro-Oeste, para o agronegócio, e os do Sudeste, para atividades empresariais ligadas ao setor de energia, como petróleo e gás.

Pelas regras do edital, venceria o leilão quem apresentasse o maior ágio sobre o valor mínimo de contribuição inicial mínimo do bloco. Para o Nordeste, o lance mínimo inicial foi de R$ 171 milhões. Para o bloco Sudeste foi de R$ 47 milhões, enquanto para o bloco do Centro-Oeste, R$ 800 mil, totalizando R$ 219 milhões. O investimento previsto para os três blocos durante os 30 anos de concessão é de R$ 3,5 bilhões.

Os 12 terminais leiloados juntos recebem 19,6 milhões de passageiros por ano, o que equivale a 9,5% do mercado nacional de aviação. Os aeroportos de Mato Grosso têm uma movimentação estimada em 2019 de 3,2 milhões de passageiros.

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Nordeste e Sudeste

O bloco Nordeste foi o primeiro a ser arrematado e teve o maior número de ofertas. Formado pelos aeroportos de João Pessoa e Campina Grande, ambos na Paraíba; do Recife, de Maceió, Aracaju e Juazeiro do Norte, no Ceará, o bloco recebeu seis propostas.

O maior lance foi do grupo espanhol Aena Desarrollo Internacional, que ofereceu R$ 1,900 bilhão para pagamento à vista, um ágio de 1.010,69%. Em segundo lugar ficou o grupo suíço Zurich Aiport, com oferta de R$ 1,851 bilhão, um ágio de 982,05%. O grupo também arrematou o bloco Sudeste. Em terceiro lugar, o Consórcio Região Nordeste com oferta R$ 1,785 bilhão e ágio de 949,31%.

O bloco Sudeste, formado pelos terminais de Macaé, no Rio de Janeiro, e de Vitória, no Espírito Santo, foi o último e contabilizou quatro propostas. A empresa Zurich Aiport venceu com oferta de R$ 437 milhões, ágio de 830,15%; a ADP do Brasil, apresentou R$ 304 milhões, ágio de 547%; a CPC (Companhia de Participações em Concessões), R$ 167 milhões, ágio de 255,47%, e a Fraport, com oferta de R$ 125,002 milhões, ágio de 166,07%.


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