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Justiça/Segurança
Sexta, 03 de setembro de 2010, 19h08
Fio da navalha

Servidores do Judiciário suspendem greve iniciada em maio


Enock Cavalcanti
Página do E
 
 

Pesou na decisão o desgaste dos próprios grevistas depois de uma greve de longa duração e a ameaça de que, no próximo dia 9, o Pleno do TJ optasse pelo corte de ponto.

Derrotando proposta defendida por servidores de Rondonópolis e Sinop que defendiam a continuidade do movimento, a maioria dos 800 presentes à assembléia dos servidores do Poder Judiciário optou pela suspensão temporária do movimento grevista. Iniciada no dia 3 de maio, a greve dos servidores se estendeu por quatro meses e trouxe vitórias importantes para a categoria que, além de demonstrar a força de sua unidade e de sua organização, sai da greve com o compromisso do Tribunal de Justiça de que, a partir de janeiro começarão a ser pagas as parcelas relativas ao saldo da URV a todos os servidores. A suspensão temporária da greve também visa restabelecer o pacto dos servidores com a população no sentido de contribuirem para a garantia do efetivo acesso das pessoas à Justiça. Também pesou na decisão o desgaste dos próprios grevistas depois de uma greve de longa duração e a ameaça de que, no próximo dia 9, o Pleno do TJ optasse pelo corte de ponto.

O pagamento do auxilio alimentação de 400 reais também é um outro compromisso assumido pela direção do Tribunal de Justiça e pelo desembargador José Silvério, apesar do vencimento dos prazos estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Na assembléia, os servidores credenciaram o Sinjusmat para, com base neste compromisso, prosseguir nas negociações, junto ao TJ, ao Governo do Estado, à Assembléia Legislativa, e também ao Tribunal de Contas do Estado, visando garantir o repasse dos 400 reais para todos os servidores, à exceção dos comissionados.

Quanto à Resolução 48, o compromisso firmado pelo desembargador Silvério Gomes e aceito pelos servidores, em assembléia, é que ela será levada à apreciação do Pleno do Tribunal de Justiça no próximo dia 16. De acordo com o sindicalista Rosenval Rodrigues, para impedir que aconteça quebra nestes acordos, o Sinjusmat se manterá em permanente contato com a categoria, deve se manter mobilizada e pronta para retomar o seu movimento caso os desembargadores do TJ vacilem no cumprimento das propostas acordadas.


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