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Esporte
Quinta, 19 de agosto de 2010, 09h38
Direitos

Vereadores criticam prioridades ao Peladão e exigem tratamento igual ao futebol amador de Cuiabá


“O campeonato de futebol, que deveria ser amador, promovido pela Prefeitura de Cuiabá, está enterrando as ligas amadoras”, denuncia o vereador Xavier.

Apontado como principal responsável por definhar as ligas de futebol amador de Cuiabá, o Campeonato ‘Peladão’, patrocinado pela Prefeitura de Cuiabá, terá de dividir metade de seu orçamento para financiar competições efetivamente amadoras nos bairros das quatro regiões – Norte, Sul, Leste e Oeste. A exigência foi apresentada em plenário, à Secretaria Municipal de Esportes, pelos vereadores Toninho de Souza (PDT), Edemir Xavier (PRTB), Lúdio Cabral (PT), Everton Pop (PP) e Arnaldo Penha (PMDB), na sessão matutina desta terça-feira (17/08).

“Lamentavelmente, o Peladão, por oferecer prêmios infinitamente maiores que os de ligas amadoras, está “engolindo” os campeonatos de várzea. O futebol realmente amador está no fundo do poço, porque, no ‘Peladão’, praticamente não há atletas amadores, já que a maioria dos jogadores recebem e são, portanto, semi-profissionais”, afirma.

“O campeonato de futebol, que deveria ser amador, promovido pela Prefeitura de Cuiabá, está enterrando as ligas amadoras”, denuncia Xavier.

Os vereadores Toninho de Souza, Xavier, Pop, Lúdio e Penha apresentaram requerimento para que a Câmara realize audiência pública destinada à discussão da divisão de recursos do Campeonato ‘Peladão’ com as ligas amadoras de futebol da Capital.
O novo Peladão tem a abertura do campeonato prevista para acontecer no mês de setembro e a audiência pública deve acontecer ao menos duas semanas antes do início da competição. “Vamos ter uma definição bem antes do início do torneio”, calcula Edmir Xavier.

Para Toninho de Souza, em cinco edições realizadas, o Peladão até hoje não provou a sua eficácia ao futebol amador de Cuiabá. Pelo contrário. Realizado por um período de quatro meses e reunindo centenas de equipes de Baiaxada Cuiabana, o campeonato tem custado caro aos cofres do município, mais de R$ 500 mil a prefeitura, tendo como premiação máxima um carro zero km.

 

Segundo Toninho de Souza, com a existência do Peladão, há uma inversão de valores praticada pela prefeitura de Cuiabá. Para o parlamentar, em vez do poder público fomentar a prática desportiva na periferia da capital, prefere a valorização de equipes endinheiradas com poder de contratar até jogadores profissionais com objetivo de conquistar o prêmio máximo do campeonato em detrimento ao empobrecimento do tradicional e folclórico futebol amador.

“Temos que discutir melhor a existência do Peladão. Vejo as ligas amadoras perdendo seu valor por causa deste torneio”, disse Toninho de Souza.


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