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Agronegócio
Terça, 01 de junho de 2010, 19h20
Bolha

Homero diz que agricultura acionou o sinal vermelho


Queda de preço, quebra de safra, um prejuízo de aproximadamente R$ 10 bilhões contabilizados nas culturas soja, milho, trigo e arroz este ano. O sinal vermelho acionou no campo. Os agricultores não obtiveram renda suficiente para o pagamento das dívidas prorrogadas cujas parcelas vencem no próximo mês, em julho.

Preocupados com a situação considerada alarmante, deputados e entidades rurais se reuniram nesta terça-feira (01/06) com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wagner Rossi, e o secretário executivo do ministério, Gerardo Fontelles. Para os quais apresentaram as perdas da safra e a impossibilidade, mediante o cenário atual, dos produtores quitarem as parcelas das dívidas de custeio e investimentos de anos anteriores.

O deputado federal Homero Pereira (PR-MT), da bancada da Agricultura na Câmara, destacou que esta situação é grave, mas já previsível uma vez que o programa de prorrogação, aprovado pelo Congresso Nacional, e sancionado pelo Governo Federal, foi paliativo e não resolveu o problema do setor nem à época.
“Essa bolha estouraria cedo ou tarde. Não aprovamos uma medida saneadora, mas paliativa. No programa, os juros continuaram altos (em média 17,5% ao ano) para um financiamento rural e as medidas não atingiram a totalidade do passivo existente”, ponderou.

Pereira solicitou do ministro e do secretário que as parcelas a vencer em julho sejam prorrogadas para o fim do contrato de refinanciamento. “Não existe caixa suficiente para quitar as parcelas e ainda pagar o custeio da safra atual. Os produtores plantaram por um preço e venderam por um valor abaixo do custo. Ou seja, não fizeram caixa para quitar todos os compromissos”, explicou o parlamentar.

Conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a queda de preço, em relação ao ano anterior (2009), foi de 5,85% na cultura do arroz; 19,62%, milho; 25,24%, soja; e 15,61%, no trigo. A redução total nas cooperativas é de 15%.
Em relação ao milho e à soja, os preços são os menores já registrados nos últimos oito anos, afirma o representante da Confederação Nacional da Agricultura presente na reunião.

Participaram da reunião também a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), a Organização das Cooperativas Brasileira (OCB), Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e a Federação dos Produtores de Arroz.


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