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Agronegócio
Quinta, 19 de agosto de 2010, 10h42
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Estudantes de jornalismo da UFMT conhecem pesquisas sobre pecuária no Pantanal


Cerca de 30 estudantes do curso de jornalismo da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) visitam nesta sexta-feira, dia 20 de agosto, a fazenda Campo Largo, no Pantanal mato-grossense, para conhecer a prática da pecuária sustentável e pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Pantanal sobre o tema.

 

A viagem faz parte do projeto “Construção da Imagem da Pecuária Sustentável do Pantanal”, coordenado pela Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso) participa do projeto como parceira, assim como a universidade.

 

A Acrimat tem uma comissão permanente formada por produtores, que em 2009 procurou a Embrapa Pantanal em busca de tecnologias para melhorar a produção no Pantanal Mato-Grossense. “Essa comissão estuda alternativas para a consolidação e aperfeiçoamento da bovinocultura pantaneira, pois o pantanal tem um ritmo diferente dos demais biomas e precisa de políticas publicas também considerando as especificidades locais”, disse Cristóvão Afonso da comissão do pantanal da Acrimat. Ele ressalta que “projetos como esses, é que ajudam os formadores de opinião entenderem e conhecerem o papel do pantaneiro, que produz de forma sustentável, e é responsável pela preservação do pantanal”.

 

O objetivo do projeto é formar, junto à opinião pública, uma imagem positiva da pecuária sustentável praticada no Pantanal. Pesquisas confirmam que a atividade econômica é praticada na planície pantaneira desde 1737 e o bioma ainda é o mais conservado do país, onde 87% da vegetação nativa está intacta.

 

Isso ocorre, entre outros fatores, porque o gado do Pantanal se alimenta de pastagem nativa, convive bem com a fauna da região e ocupa a planície em baixa densidade. A Embrapa tem desenvolvido pesquisas para aumentar a produtividade, respeitando as características ambientais do bioma.

 

Contribuir para a formação de futuros jornalistas, levando ao conhecimento deles as práticas sustentáveis da pecuária no Pantanal é um dos objetivos específicos do projeto, que começou em abril deste ano e termina em 2012, e esta sendo desenvolvido em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em maio, estudantes de jornalismo da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), de Campo Grande, visitaram a fazenda Nhumirim, da Embrapa Pantanal, com o mesmo objetivo.

 

A percepção que esses estudantes tinham sobre a pecuária no Pantanal mudou completamente depois da visita. Eles puderam conhecer a atividade in loco e tirar dúvidas com especialistas na área. Em seguida, produziram matérias sobre o assunto. Mas para a Embrapa, o maior benefício será em longo prazo: futuros jornalistas formados pelas duas universidades federais dos Estados que abrangem o Pantanal brasileiro terão uma formação diferenciada e um conhecimento específico sobre o bioma, podendo contribuir com sua conservação ao produzirem ou acompanharem reportagens sobre o tema.

 

Os estudantes da UFMT são das disciplinas de Jornalismo de Revista e Reportagem e Entrevista II, sob responsabilidade dos professores Tinho Costa Marques e Ailton Segura. Eles também devem produzir matérias a partir da visita.

 

Da Embrapa Pantanal, acompanham a visita a pesquisadora Raquel Soares Juliano e a jornalista Ana Maio, líder do projeto de comunicação, que tem ainda como parceiros a ABPO (Associação Brasileira de Pecuária Orgânica), a UFMS, a WCS (Associação Conservação da Vida Silvestre) e a Fundação Barbosa Rodrigues.

Pecuária Pantaneira

 

Microrregião do Pantanal de Mato Grosso

 

O bioma do Pantanal é formado pelos municípios de Barão do Melgaço, Cáceres, Poconé e Santo Antônio do Leverger. O Pantanal cobre quase toda região, chegando a invadir os municípios de Itiquira, Nossa Sª do Livramento e Várzea Grande. Esses municípios somam área de 6,5 milhões de hectares, ou 7,1% da área do Estado de Mato Grosso.

 

Milhões de cabeças por tipo de vegetação:

 

Pantanal: 1,35 (5%)
Cerrado: 12,88 (50%)
Transição: 6,30 (24%)
Floresta: 5,41 (21%)

 


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