
Agricultores do sul de Mato Grosso estão apostando no cultivo de sementes para pastagem. A colheita já começou e o resultado está agradando.
É uma opção de renda e de reforma de pastagens. É assim há 18 anos que o agricultor Gutemberg Carvalho Silveira vê o plantio de sementes forrageiras na propriedade na região de Itiquira, no sul de Mato Grosso.
No lugar são 400 hectares com a variedade piatã, muito usada para a alimentação do gado. Depois de seis meses, as sementes, já maduras, começam a cair no chão. É o sinal de que já estão prontas para serem colhidas. Primeiro, vem o corte. Em seguida, a palha é amontoada pelo trator. Depois, os montes são varridos e sugados pela máquina que separa as sementes da palha. O sistema de colheita é conhecido por varreção.
Depois da colheita, toda massa que sobra é aproveitada para bioenergia. O que fica no solo serve como suporte para o plantio de outras culturas.
“A matéria orgânica aumenta muito em relação às outras culturas. Não tem nada para bater a quantidade de matéria orgânica que as sementes de forrageira agrega ao solo. É muito superior ao milheto. Ela acaba quebrando uma série de ciclos de doenças do solo que venham atingir tanto o algodão como a soja”, disse Silveira.
Usada como reforma de pasto as forrageiras também ganham espaço em outra fazenda de Rondonópolis. São 1,4 mil hectares cultivados e colhidos em torno em torno de 300 a 800 quilos de sementes por hectare. Tudo é beneficiado ao ar livre. Levadas ao armazém, passam por um novo beneficiamento e são ensacadas. Cada saco de 60 quilos é vendido por uma média de R$ 180.

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