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Quarta, 25 de julho de 2012, 08h53

Investimento pode cobrir rombo externo


A crise global e o dólar mais alto contribuíram para atenuar o déficit nas contas externas do Brasil, mas também reduziram as exportações brasileiras e os investimentos estrangeiros no País no primeiro semestre. Ao apresentar esse cenário, o Banco Central sinalizou que há possibilidade de que o investimento produtivo seja suficiente para cobrir o rombo em transações correntes em 2012.

No primeiro semestre, o País teve déficit nas transações de bens e serviços com o exterior de US$ 25,3 bilhões, 3% abaixo do verificado no mesmo período de 2011. Na comparação com o Produto Interno Bruto (PIB), o resultado negativo segue praticamente estável desde o fim de 2010, em 2,2%. É quase a metade do que se verificava no início da década passada, quando esse indicador refletia vulnerabilidade maior do País a crises externas.

A queda do déficit em transações correntes em 2012 ocorre por dois fatores: efeito da crise e do dólar alto. Um bom exemplo pode ser visto na queda da remessa de lucros para o exterior, principal fator que segurou o déficit. A desaceleração da economia afetou o lucro das multinacionais que atuam aqui e reduziu em 47% as transferências para as matrizes no exterior.

A alta recente do dólar para a casa de R$ 2 também reduziu essas remessas. Além de lucrar menos em reais, esse dinheiro passou a valer menos na hora de converter a moeda para o dólar e enviar os recursos para o exterior.

O câmbio contribuiu ainda para o crescimento menor nos gastos com serviços de transportes e viagens para o exterior. O déficit só não caiu mais porque a crise reduziu em 45% o saldo da balança comercial, por causa da queda nas exportações.

Investimentos. Em meio aos reflexos da crise, o Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, caiu 8,6% no semestre, para US$ 29,7 bilhões. Mesmo com a queda, o valor continua suficiente para cobrir todo o saldo negativo das contas externas.

Diante disso, o chefe adjunto do departamento econômico do BC, Fernando Rocha, fez um prognóstico otimista. "Se olhar a trajetória recente e projetar a continuidade dos resultados do primeiro semestre, o déficit do ano pode ser completamente financiado pelo IED." A instituição ainda prevê, no entanto, déficit de US$ 56 bilhões no ano e entrada de US$ 50 bilhões em investimentos.

Os dados do BC mostram também recuperação desses investimentos neste início de semestre. Entraram no País por esse canal US$ 6,3 bilhões nos 20 primeiros dias de julho, e o BC espera chegar a US$ 7 bilhões até o fim do mês. Será o maior volume em 17 meses e o segundo mês seguido de recuperação do investimento, que somou quase US$ 6 bilhões em junho.

Com isso, essa fonte de recursos vai superar, pelo terceiro mês seguido, o valor do déficit do País nas contas externas, que deve ficar em US$ 4,5 bilhões em julho, segundo o BC. Em junho, o resultado negativo foi de US$ 4,4 bilhões.

Os economistas da consultoria LCA avaliam que os investimentos diretos seguem em um patamar alto, "sinal de que as empresas no exterior continuam enxergando o Brasil como um país com boas perspectivas".

Fonte: O Estado de S. Paulo 


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