
A advogada Jorgina de Freitas, conhecida por causar um rombo sem precedentes ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) na década de 90, foi condenada a devolver R$ 200 milhões aos cofres públicos. A decisão é da 27ª Vara Federal do Rio de Janeiro, que também condenou o contador Carlos Alberto Mello e manteve o bloqueio de todos os bens dos envolvidos na fraude para leilão.
Até agora, mais de R$ 69 milhões subtraídos pelo golpe já foram devolvidos. O valor total do desvio seria da ordem de R$ 500 milhões, mais de 50% de toda a arrecadação do INSS à época.
Jorgina foi condenada a 14 anos de prisão em 1992, mas fugiu para a Costa Rica, onde ficou até 1997, quando foi recapturada pela Justiça brasileira e extraditada. Desde então, cumpre pena no Brasil e, em 2007, passou para o regime semiaberto. Recentemente, o STF (Supremo Tribunal Federal) negou recurso de Jorgina para apelar da sentença que a condenou pelas fraudes. Ontem, sábado, segundo a Folha de São Paulo, Jorgina foi posta em liberdade pelo cumprimento da pena.

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