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Sábado, 24 de abril de 2010, 16h10

Cão farejador entrega drogas com três bolivianos e um brasileiro


Três bolivianos e um brasileiro foram presos pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Polícia Judiciária Civil, depois de desembarcarem na rodoviária de Várzea Grande com cinco pares de sapatos recheados de drogas. A ação de um cão farechador possibilitou rapidez na ação. O boliviano Melcho Baltista Pena, 57 e o casal Feliciano Guzman Gamboa, 25, e Frailan Nogale, 50, foram presos na noite de ontem.

O casal e o terceiro boliviano chegaram em um ônibus que saiu da região de Cáceres e ao descerem ficaram separados na rodoviária até a chegada do brasileiro Ademir Neves Junior (idade não informada). Quando todos iam entrar em um táxis, policiais da DRE, fizeram a abordagem com uso de um cão adestrado. Em revista, o cachorro logo detectou que havia droga nos pares de sapatos que os bolivianos calçavam e em outros dois pares encontrados dentro da mochila que um deles carregava.

A droga estava acondicionada em sacos plásticos nas solas de três sapatos masculinos, uma sandália feminina e um chinelo. O entorpecente foi encaminhado à perícia oficial, mas a Polícia estima que mais de 1 quilo, entre cocaína e pasta-base, estavam escondidos nos calçados.

O boliviano Melcho Baltista, o único que fala brasileiro, seria a pessoa que faz a mediação entre as “mulas” e Ademir Neves Júnior, nome que está sendo checado, pois o brasileiro não apresentou documentos. “A informação que a gente tem é que a droga seria para ele e distribuída em Várzea Grande”, disse a delegada Cleibe Aparecida de Paula, da DRE.

A delegada explicou que a Delegacia vem recebendo denúncias da entrada de drogas em Cuiabá e Várzea Grande trazidas por “mulas” bolivianas. “Eles (bolivianos) saem da Bolívia e vem para o Brasil onde desembarcam em pontos estratégicos”, disse. Segundo ela, equipes alternadas de investigadores com apoio da Polícia Rodoviária Federal e uso de cão adestrado vêm realizando barreiras em pontos diferentes das duas cidades.

Cleibe disse que a Polícia desconfiava que os bolivianos pudessem estar com cápsulas de drogas no estomago. No entanto, não foram detectadas na máquina de Raio X do Pronto Socorro Municipal. Os depoimentos serão acompanhados por um representante do consulado boliviano no Brasil.

Todos vão responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico.


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