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Quarta, 01 de setembro de 2010, 17h56

Ingratidão com a Metamat?

"Um por Dia: "A ingratidão é filha da soberba." (Miguel de Cervantes)

Eureka - Numa coletiva realizada na manhã de hoje no Palácio Paiaguás, o governo de Mato Grosso anunciou a descoberta de uma jazida de minérios com 11,5 bilhões de toneladas, rica principalmente em potásio e fosfato, utilizados na produção agrícola, o que deverá diminuir os custos com a produção de alimentos em Mato Grosso.

Destaque - O governador Silval Barbosa (PMDB), candidato a reeleição, como não poderia deixar de ser, foi a peça principal do evento do anúncio. Também falou o secretário  de Indústria, Comércio, Minas e Energia de Mato Grosso, Pedro Nadaf, cujo conteúdo de informação nos releases distribuidos foi citado com certo destaque.

Méritos - Mas por trás disso tudo ao que se sabe, há uma empresa chamada Metamat (Companhia Mato-Grossense de Mineração) muito desprestigiada em governos passados e que na gestão do ex-recente-governador Blairo Maggi (PR) ganhou fôlego e alcançou méritos.

Projeção - Recentemente a Metamat em parceria com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) realizaram o Fórum Brasileiro do Processo Kimberley, no Centro de Eventos do Pantanal, para discutir a certificação de diamantes produzidos no Estado que é um dos maiores produtores do Brasil, dando enfoque ao setor no mercado mundial.

Minguado - Ontem, pelo que se viu - inclusive por Pedro Nadaf - a Metamat foi pouco reconhecida se se considerar o tamanho do boom de marketing que Mato Grosso ganha nesse momento. A fala de um especialista para contribuir nas informações tecnicas aos jornalistas mereceria mais e, principalmente, a valorização humana daqueles que compõem a Companhia. Tá certo que a empresa é vinculada a Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia - SICME, mas não se pode esquecer que forma o tripé.

Expectativa - Segundo uma matéria veiculada em 2006 (mais precisamente no dia 10 de Março), a Metamat destacava que Mato Grosso possuia potencial para abastecer os principais mercados do mundo por décadas com rochas calcárias e fosfatadas, utilizadas como insumos agrícolas, além de alguns metais básicos, como cobre, ouro, zinco, níquel e granitos.

Projeção - A tese havia sido sustentada pelo presidente da Companhia de Mineração do Estado (Metamat), João Justino Paes de Barros, ao revelar que o governo Blairo Maggi colocava em prática um novo estilo de fomento à atividade mineral em Mato Grosso. Contudo, para chegar-se às jazidas, demandava pesquisa geológica e investimentos corporativos.

Determinação - “Não é o governo que deve realizar os serviços de mineração e, sim, propiciar as informações técnicas necessárias para que as empresas se instalem no local”, argumenta ele, lamentando que, no passado, alguns governos estiveram na ‘contramão da história’. Ele observa que o governo Maggi executa a política locacional: a indústria deve ser montada onde existe potencial mineral, como está ocorrendo em Nova Lacerda (Oeste), em que a exploração do potencial aurífero está gerando emprego e renda para trabalhadores da própria região.

Coerência - Dizia a notícia em 2006 que um dos trabalhos da Metamat, era assegurar que seja compatibilizada a aptidão do meio físico à preservação ambiental e ao desenvolvimento econômico, visando à melhoria da qualidade de vida da população, como forma de munir o Estado de informações sobre as localizações de rochas calcárias e fosfatadas utilizadas, como insumos agrícolas.

Registro - João Justino Paes de Barros explicava há época que a Metamat fomenta, ainda, empresas privadas a pesquisar depósitos de metais básicos, com ênfase para cobre, ouro, zinco, níquel e granitos.

Equilíbrio - Na questão administrativa, o presidente assegurava que a Metamat caminhava para o equilíbrio, recordando que a Companhia de Mineração, em 2003, estava em vias de ser extinta por causa pendência trabalhista ‘estratosférica’ e do descumprimento da atividade fim da empresa, que é o fomento à atividade.

Herança -
No governo anterior a Blairo Maggi, a Metamat incorporou como ‘herança’ o passivo trabalhista da extinta Companhia de Desenvolvimento do Estado (Codemat), superando R$ 15 milhões. Com austeridade e um raro talento de negociação, em três anos, a diretoria já havia quitado R$ 10 milhões das dívidas, praticamente saneando a empresa, livrando-a do risco de ser liquidada."

Justiça - A reprodução da notícia acima, publicada há quatro anos, talvez mereça ser relembrada em um momento de grandeza como este da descoberta da jazida em Mato Grosso, mas fica certamente a dúvida: ou a Metamat não participou do processo, ou foi injustiçada por alguém do governo. Queira ainda que o jornalista esteja desinformado.

Alberto Romeu/Editor PlantãoNews

 

 

 

 

 

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