Artigos

Ações que se completam
Carlos Brito
Resiliência
Gabriel Novis Neves
Parabéns meus homens
Marcos Bidoia
SEMA! Descentralizar para preservar II!
Romildo Gonçalves
Parabéns, advogado(a) candidato(a)!
Leonardo Pio da Silva Campos
» mais
Luiz Gonzaga Bertelli
1d67c7fcc4fc9af43b355fb1c71720ac
Quarta, 23 de março de 2011, 15h30

Problemas nas escolas

Dois em cada dez professores não têm a formação acadêmica exigida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), segundo a qual docentes do sexto ano do ensino fundamental ao terceiro ano do médio devem possuir, no mínimo, um diploma universitário, mas 208 mil professores dessas séries concluíram apenas o nível fundamental ou o médio. Tal realidade é confirmada pelo índice apurado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep): 16,8% dos educadores são detentores dessa deficiência curricular. A situação é mais grave na Bahia, onde a taxa supera os 50%, e menos em São Paulo, com 2,25%. É preocupante notar a estagnação da média nacional, que permanece a mesma desde 2007, bem como o desinteresse dos jovens em seguir a carreira do magistério – opção de apenas 5% dos melhores alunos que cogitam ir para o ramo da educação, de acordo com estudo da Fundação Lemann.

 

É, enfim, uma bomba-relógio cujo efeito comprometerá, a médio e longo prazos, a sustentabilidade do desenvolvimento econômico. Isso porque a falta de capacitação dos professores defasa a educação de jovens que em poucos anos integrarão o corpo discente dos campi universitários. Sem uma boa base do ensino fundamental e médio, o estudante terá dificuldade para acompanhar o salto de complexidade das matérias, o que poderá levá-lo a abandonar o curso, como já acontece com grande regularidade.

 

Não consola saber que esse não é um fato novo e multiplicam-se os exemplos de alunos brilhantes vindos dos mais diversos extratos sociais. Portanto, é para se comemorar a decisão do Ministério da Educação (MEC) de regulamentar a prova nacional para ingresso na carreira docente, que passará a ser aplicada a partir de 2012. O objetivo é selecionar, a partir da nota, os mais aptos entre os candidatos para ocupar a cadeira de professor na rede pública de ensino. A ação não solucionará outros graves problemas estruturais da educação – como a implantação de políticas de meritocracia ou a melhoria na gestão das escolas –, mas confirma que a questão está entre as prioridades da presidente Dilma, como bem salientou nos primeiros discursos. A educação é o mais importante e mais antigo gargalo brasileiro e precisa ser eliminado o quanto antes.

 

Aliás, vale observar que há um movimento recente de instituições de ensino e empresas interessadas em capacitar uma nova geração de professores por meio de programas de estágio. A pedagogia tem figurado no ranking das áreas que mais requisitam estagiários, segundo números do CIEE. Como se sabe, essa é a maneira mais efetiva e econômica de preparar talentos, mostrando na prática os conhecimentos aprendidos em ambiente acadêmico e inserindo profissionais cada vez mais preparados no mercado de trabalho, o que tem tudo para estimular novos estudantes a seguir essa valorosa carreira.

Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), e diretor da Fiesp
MAIS COLUNAS DE: Luiz Gonzaga Bertelli

» ver todas

Busca



Enquete

Quantos prefeitos-em chefe existem em Primavera do Leste?

Dois
Três
Cinco
É intriga dos adversários
  Resultado
Facebook Twitter Google+ RSS
Logo_azado

Plantão News.com.br - 2009 Todos os Direitos Reservados

email:redacao@plantaonews.com.br / Fone: (65) 8431-3114